o quarteto contratempus é um lugar que me fascina desde a primeira vez que os vi. gosto do quarteto enquanto lugar experimental, onde tudo parece ser possível, onde a escuta está sempre em níveis elevadíssimos, onde o horizonte parece ser um linha sempre à medida de ser transposta.
colaborei com eles com alguns libretos. primeiro os dilemas dietéticos de uma matrioska do meio (música de nuno corte-real), depois as sete mulheres de jeremias epicentro (música de jorge prendas) e lugar comum (música de sofia sousa rocha). mas frequento o espaço (espaço QC, ali na corujeira, quentinho, acolhedor) e acompanho o mais que posso as suas permanentes estreias, as suas criações mirabolantes, o fervilhar de novos compositores, propostas, etc…
desta vez o desafio foi o de criar um espectáculo que reflectisse sobre o que é, afinal, uma ópera?
e não é que é impossível responder? (é uma das suas muitas semelhanças com o amor.)
estreia a 1 de outubro de 2024 no espaço QC
e segue até ao dia 4!
ficha técnica e artística
teresa nunes almerinda narciso
bernardo pinhal orfeu, alonso & piano
crispim luz dr. crispim narciso & clarinete
carolina carolina & violoncelo
texto, música e encenação mário joão alves
outras músicas monteverdi, mozart, verdi, bernstein, massenet, jobim
luz mariana figueroa
apoio a figurinos ana isabel nogueira




(fotografias de pedro sardinha)